domingo, 22 de novembro de 2009
Foi numa palestra sobre educação que ouvi pela primeira vez a expressão: Conversa interna.
No instante que ouvi fiquei rindo a toa, fez todo sentido.
Vivo de conversar internamente.
Quem me conhece deve estar se perguntando: - Um sujeito que fala como esse cara fala com todo mundo, como é que arranja tempo pra conversar tanto, internamente?
Penso que esse é o processo.
Pra versar com os outros, resta um espaço pra conversarmos conosco mesmo, a fim de produzirmos respostas.
Não estou sempre a falar com os outros.
Passo bastante tempo com conversas internas, e nos domingos atuais, isso acontece com uma frequencia incrível.
Enfim, sem fim.
O nosso ser social necessita da proximidade, caso contrário, as imagens anteriormente vividas no cérebro, são todas reencadeadas pela imaginação, pelo ser simbólico.
É isso que eu estou chamando esse procedimento de disfarce da saudade.
A distância produz um super interesse pela imaginação, pelo realinhamento das imagens anteriormente percebidas e amorosamente grudadas no córtex.
A nossa conversa interna mais imaginativa, fica aguçada nos lugares mais diversos onde estivermos, ausentes da presença do outro.
E ficamos a trazer a persona amorosamente lembrada para todos os lugares, gerando fatos, como se a inexistente existisse ali de forma linda e generosa.
É a nossa cabeça, generosamente, nos oferecendo difarces da lembrança - já que por hora - o fato imagético é impossível de materializar-se.
Genial essa cabeça.
Hoje é ela também que inconscientemente vai fazendo diminuir a intensidade do fato real virtualizado, a medida que o tempo avança.
A cabeça é tão genial que, a partir do dito anterior, vai realinhando as imagens novas, os seres novos, os tijolos novos, para que as sinapses neurais vitais não sejam travadas pela persistente lembrança.
Isso deve ser respeitado, porque o cérebro é a fonte de eletricidade do pulsar de cór, do coração.
O processo sempre será respeitado por esses seres inexistentes que inexistem de tanto existir.
Afinal se conhecem de tal forma que costuram todos esses sentimentos em percepções positivas, mesmo sabendo que o pensar existente do mundo da maioria insiste pessimista.
A nossa vida é de graça.
De rosto pintado e dançante.
Bioético e plástico contemporâneo.
O nosso encanto marcado é assim
sábado, 21 de novembro de 2009
Ta bom então!
Ta Boa.
Tábua onde escrevemos os nossos mandamentos.
Fazemos muito bem feito porque fazemos para nós mesmos.
Tábua essa, a boa.
Essa que fazemos pra gente e que acabamos por comunicar a outros tantos.
Aos que não existem por existirem tanto.
Àqueles que conversam sobre coisas que não fazem sentido e caem tão bem aos nossos ouvidos.
Nossos olhos.
São seus olhos.
A perceberem o que há entre a nossa filosofia e o vão.
Vão todos pentear macacos!
Acho cheia de graça essa frase.
Imagina o cara que anda a 140 por hora e vem piscando os faróis, querendo ultrapassar você sendo que há um carro no seu lado direito.
Depois que você ultrapassa o veículo e vai para a pista da direita, o sujeito velocista vem para o seu lado a fim de fazer graça.
Você apenas sorri, diante do fato e fica a observar a peça.
Alguns metros depois, o que há, são dois caminhões, um ultrapassando o outro, com um carro de menor porte atrás do caminhão que trafega pela esquerda.
Quem vem atrás piscando os faróis?
Isso! Ele mesmo, o sujeito dos 140.
Logo após o caminhão e o veículo de menor porte ultrapassarem o outro caminhão, o sujeito veloz avança pra cima do carrinho, cujos dois ocupantes também permanecem estarrecidos com o nível de inteligência emocional da peça voadora.
Perceba que a coisa mais importante que falta ao velocista piscador é observar, ter a percepção, o raciocínio ligeiro.
Quem vem à sua frente não tem condições de fazer outra coisa, porque há um outro carro exatamente ao seu lado, sendo por você ultrapassado.
Isso não existe para o velocista.
Não existe outra coisa além da sua vontade e da sua sede de violência e rancor.
Qual será a próxima ação nefasta desse infeliz?
Mais do mesmo, histeria nas festas, onde os sociáveis fazem mais festa, esta.
Está tão boa a minha visão daqui.
Tão cacheada e movimentada, tão cerâmica, tão naturalmente administrada.
Cartão postal elegante e sensível.
O que essas pessoas são capazes de executar - em alta velocidade - nós vemos todos os dias nas suas atitudes Green Wash.
A camada de verniz que eles colocam quando conversam e nada fazem além de clamarem pela sustentabilidade do seu capital.
Ta bom então.
Continuaremos a existir egoístas, tentando resvalar na consciência dos que não existem, por existirem tanto
Ta Boa.
Tábua onde escrevemos os nossos mandamentos.
Fazemos muito bem feito porque fazemos para nós mesmos.
Tábua essa, a boa.
Essa que fazemos pra gente e que acabamos por comunicar a outros tantos.
Aos que não existem por existirem tanto.
Àqueles que conversam sobre coisas que não fazem sentido e caem tão bem aos nossos ouvidos.
Nossos olhos.
São seus olhos.
A perceberem o que há entre a nossa filosofia e o vão.
Vão todos pentear macacos!
Acho cheia de graça essa frase.
Imagina o cara que anda a 140 por hora e vem piscando os faróis, querendo ultrapassar você sendo que há um carro no seu lado direito.
Depois que você ultrapassa o veículo e vai para a pista da direita, o sujeito velocista vem para o seu lado a fim de fazer graça.
Você apenas sorri, diante do fato e fica a observar a peça.
Alguns metros depois, o que há, são dois caminhões, um ultrapassando o outro, com um carro de menor porte atrás do caminhão que trafega pela esquerda.
Quem vem atrás piscando os faróis?
Isso! Ele mesmo, o sujeito dos 140.
Logo após o caminhão e o veículo de menor porte ultrapassarem o outro caminhão, o sujeito veloz avança pra cima do carrinho, cujos dois ocupantes também permanecem estarrecidos com o nível de inteligência emocional da peça voadora.
Perceba que a coisa mais importante que falta ao velocista piscador é observar, ter a percepção, o raciocínio ligeiro.
Quem vem à sua frente não tem condições de fazer outra coisa, porque há um outro carro exatamente ao seu lado, sendo por você ultrapassado.
Isso não existe para o velocista.
Não existe outra coisa além da sua vontade e da sua sede de violência e rancor.
Qual será a próxima ação nefasta desse infeliz?
Mais do mesmo, histeria nas festas, onde os sociáveis fazem mais festa, esta.
Está tão boa a minha visão daqui.
Tão cacheada e movimentada, tão cerâmica, tão naturalmente administrada.
Cartão postal elegante e sensível.
O que essas pessoas são capazes de executar - em alta velocidade - nós vemos todos os dias nas suas atitudes Green Wash.
A camada de verniz que eles colocam quando conversam e nada fazem além de clamarem pela sustentabilidade do seu capital.
Ta bom então.
Continuaremos a existir egoístas, tentando resvalar na consciência dos que não existem, por existirem tanto
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Várias pessoas se escandalizam com o fato de eu abraçar a faxineira, conversar e dar risadas com as moças e senhoras que trabalham na padaria.
Hoje, numa das minhas conversas internas, atravessando a rua, fui informado com clareza:
Sou pobre!
O que eu ganho em dinheiro não me traz riqueza.
Tenho pouco, e esses são dos meus, pertencem a minha linhagem.
Sofisticado eu sou por falar e gesticular bastante.
Sou culto de tanto ler as revistas e os rodapés populares.
Sou pobre!
Sou do povão, que é grande e do tamanho exato das burguesias elitistas, das quais também faço parte.
A parte é minha, sou egoísta, quero tudo, ando a me aportar em tudo, a abraçar os tontos, os inteligentes, os que me pedem e os que não pedem também.
Há muito, me disse alguém bastante seletivo que eu deveria abraçar apenas os que me pedem.
Hoje ando a pensar que quando abraço os que não me pedem abraço muito a mim mesmo.
Amo ser pobre, sou apaixonado pela pobreza, amando e adorando os cafés da manhã dos hotéis bacanas.
Ela me é muito mais motivadora do que a abundância dinheiral que move capital.
Sou mais do interior.
Bom dia minha jovem, olá minha querida, obrigado por estar tão linda na surpresa desse uniforme.
Tenho certeza que, dentro do busão lotado, vocês serão muito mais diferenciados do que o mais do mesmo na fila dos iguais mais abastados que desejam ver Lua Nova
Estou emotivo.
É motivo, mais do mesmo.
Porém esse, mais do mesmo, não tem a característica original, que é de ironia sobre os fazeres humanos em repetição tediosa.
Adaptamos o nosso estar a essa condição para podermos ter algum tipo de relação próxima.
Quando digo adaptamos, não é bem dessa forma que acontece comigo.
Acabo de lembrar-me que até o início desse ano as pessoas me perguntavam se eu havia me adaptado a um lugar novo de trabalho, e quando eu ia responder, as pessoas vinham logo dizendo, Ahhhhhhh nem precisa responder, você se adapta a qualquer ambiente e o deixa com a sua cara.
Acho que não.
Estou longe de deixar qualquer lugar com a minha cara.
Os lugares são sempre mais do mesmo e , as vezes, até inventam um mesmo mais mesmo ainda.
O motivo é alguém perceptiva, que sente e percebe as pessoas em seus requintes de serem a reprodução de um modismo vulgar das relações novelescas.
Escrevo apenas para garantir que a tendência é a nossa tosca remodelagem a partir dos padrões da vestimenta.
Quanto mais crescemos em idade temporal, mais essa roupa nos serve.
Ouvi a palavra maldade.
Será que existe isso na frase: "Você pode chegar um pouco menos feliz nas manhãs de trabalho?", ou ainda na outra: "O seu sorriso me incomoda".
O que existe e insiste é a indisfarsável necessidade de - inconscientemente - perpetuarmos esse sistema opressor.
Ainda há tempo de nos revelarmos por inteiro e moldarmos nós mesmos as nossa estacas contra armadilhas.
Eu não sei me cuidar, porém ao mesmo tempo, sei até demais.
Esse paradoxo é o que nos une em carne e osso.
O que está sendo abstrato demais para o meu gosto?
O meu gosto?
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